quinta-feira, 22 de abril de 2010

Zen problema...


Sei que pode parecer estranho, principalmente pra mim que a apenas alguns dias atras acabei de fazer uma viagem para Las Vegas um lugar de luxúria e superficialidade mas não me julguem, ja tive todo o julgamento que tal viagem poderia ensejar.Mas estou aqui para falar da próxima, será pra algum lugar místico, caminho de santiago é o que mais me apetece hoje em dia, mas conhecer um templo budista e ter a chance de praticar o Zen é algo que me da agua na boca. Segundo Sócrates aquele que foi considerado o homem mais sabio que existiu, o "simples" saber que nada sabia, garantiu um posto na eternidade para ele, porem seu segundo axioma era que: não sabendo nada o que deveria se fazer era tentar conhecer a si mesmo, claro que depois disso todo mundo diz que se conhece, eu faço algumas perguntas e digo que talvez isso não seja verdade. Quantas linhas existem em sua mão? quantos sinais existem em todo o seu corpo, quantos tempo voce consegue ficar sem falar, quanto tempo voce consegue ficar sem comer, beber ou mesmo respirar? Quanto desprezo voce é capaz de aguentar? Nossa, tem muita coisa que a gente não tem a mínima idéia e o louco é que estamos falando de nos mesmos. Meu medo do Zen é que no silencio de nossa mente esta o segredo do auto-conhecimento, mas minha mente é complicada tentar ficar horas com a mente "vazia" apenas contanto a própria respiração ou tentando decifrar um problema dado pelo mestre que não tem solução é um tanto caótico pra mim, outra coisa é saber que na promessa de meu fracasso, certo que irei questionar a capacidade e qualificações do "mestre" afinal quem não gosta de justificar muitas coisas com o velho ditado "não existe mau aluno, existe mau professor!". Mas o contrario seria tão bem vindo, um mínimo de iluminação, uma luzinha de led que seja, e eu ja estaria nas nuvens quanta coisa eu gostaria de silenciar e quanta coisa limpar, quanta coisa esquecer.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu queria ser igual, será?


Introspecção, assim eu normalmente vivo, e assim eu continuo o looping mental, as vezes parece que irá torrar os poucos neurônios que ainda me restam. Nada de desespero, muito pelo contrario, alias não é a toa que vivemos em uma democracia aonde a maioria da o tom, foi ela quem me abriu os olhos...(mas isso é outra estória)
Mas voltando aqui para dentro(de minha cabeça) compartimentar e estancar não são mais necessários, assim hoje tenho muita dificuldade em não precisar mais usar esses artifícios.
Disse tudo isso porque agora estou sentado em um banco, o ultimo de uma fileira que esta direcionado como em um teatro, a atração é o desembarque domestico. Gente saindo, agente se procurando, alguns se encontrando, uma belíssima analogia ao que passamos a vida fazendo. Os grupos de aeromoças passa conversando e dando risadas, cúmplices de comentários, ouço uma delas falar de alguem, um "ele" o que segue apos o "ele " sai abafado mas pela repercussão que tem em suas amigas, algo intimo e particular acaba de ser compartilhado. Na mesma hora minha cabeça começa a traçar quem é aquela moça, quais os conjuntos de historias que a trouxeram ate aqui e quem é "ele" como ele é, que coisas fez para ser o centro dos comentários da rodinha. Não tenho a coragem necessária para contar tudo que passa pela minha cabeça digo a vocês que a estória tem começo meio e fim, com direto a perfis psicológicos e tudo o mais, besteiras de uma mente doentia segundo me disseram...
Concordo, acho que nunca parar de pensar e fazer conexões sobre tudo e sobre todos o tempo inteiro não é algo normal, pelo menos não para os outros, porem a normalidade é algo muito relativo, sei que aqui voltaremos a nossa velha lei de maioria, e sim compreendo que faço parte de uma minoria mas como nunca tive uma visão do mundo de forma diferente, normal para mim é aquilo que tenho, não posso sentir falta do que nunca tive, apesar de lamentar profundamente a falta da minha Ferrari. As pessoas podem alegar que todo mundo pensa o tempo todo, e eu digo que concordo plenamente que: mais ou menos, sim passasse pensando, mas os segundos e terceiros pensamentos operam em um nível mais baixo, fazendo uma analogia louca digo que se pensamentos fosse som, a pessoas tem um pequeno ruido ao fundo na cabeça durante a maior parte do dia esse ruido vai silenciando-se a medida que o individuo vai por exemplo para a cama e por fim acabam. O que quero tentar explicar que tenho, poderia ser definido como uma betoneira dentro da cabeça que faz uma barulho enorme, que no silencio do meu quarto dias ate semanas são repassados em minha cabeça, frases são comparadas diálogos inteiros relembrados, sim os malditos diálogos. O assunto conversar, as vezes me causa um profundo desespero, falar com uma pessoa estando ansioso é quase uma piada para mim, uma piada de muito mal gosto, pois em quanto a pessoa esta terminando a sentença minha cabeça ja esta produzindo um numero de replicas que podem ser usadas, assim como ja prevendo qual sera a tréplica que essa pessoa ira me dar e assim sucessivamente, mas ate aqui tudo bem, bom, que se pode fazer, prever algo que esta acontecendo pode ser ate aceito, mas e quando se prevê algo que nem mesmo aconteceu! como? Simples com se não tivesse mais nada para passar e repassar continuamente e muitas vezes, momentos antes de realmente ter uma conversa eu teço uma conversa inteira com o individuo ou seja imagino o que eu irei dizer, qual sera a resposta, qual será que replica, tréplica e assim por diante e tenho o despeito de chegar a conclusão de que aquela conversa nem mesmo precisa acontecer, sem eu nem mesmo a ter começado!
Sabe que escrevendo tudo isso acabei de chegar a uma conclusão, do porque de minha fissura por ler, acho que quando eu leio nesses preciosos momentos meu cérebro não atravessa mais nada no meio e a maioria do tempo em que estou com o o foco na leitura experimento o que e ser normal...(digo, o que eu imagino ser). Assim não me culpem pelo vicio, meu vicio é um vicio de... normalidade.(ou seria ansia ?)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Segundo Kierke­gaard


Kierkegaard escreveu um livro inteiro sobre O conceito de angústia, uma das mais importantes obras de psicologia pré-freudianas. Nela Kierkegaard distingue dois tipos diferentes de medo ou angústia. Primeiro, o medo que sentimos quando somos ameaçados por algo exterior (por exemplo, um leão que ruge). O segundo tipo de medo resulta de uma experiência interior — a confrontação com as ilimi­tadas possibilidades de nossa própria liberdade. Quando nos tornamos conscientes dessa liberdade, percebemos sua enormidade e sua irracionalidade. (Como assinala Kierkegaard, é impossível provar que temos liberdade, porque essa prova envolveria a necessidade lógica, que é o oposto da liberdade.) A liberdade nada tem a ver com a filosofia. É uma questão psicológica, que depende de nossa atitude ou estado mental. Nosso estado mental nos faz compreender nossa liberdade. E percebemos nossa liberdade em toda a sua extensão quando experimen­tamos o estado mental chamado medo. Nesse senti­do, o indivíduo não existe em absoluto como “ser”, existe apenas num estado de constante “vir-a-ser”. O medo que isso provoca é o terror que mora no coração de toda normalidade. Percebê-lo plenamen­te mergulha a pessoa na loucura. Segundo Kierke­gaard, a única maneira de escapar disso é dar o salto igualmente irracional da fé.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sonho ou visão?

Nadando contra a corrente eu me debatia, pois não conseguia vencê-la estava a muito agarrado a bóia de entrada do canal, porem minhas forças já estavam me faltando, meus braços pesavam toneladas apenas ficar com a cabeça fora da água, para respirar, tomava toda a minha força. Não sabia quanto tempo agüentaria, sabia apenas que iria acabar dentro daquele mar, este rio que me encontrava agora, levava tudo para lá,porem eu conhecia a água turbulenta porem quente, suja mas rasa, em fim, não era motivo para tanto esforço, mas eu conhecia aquele mar, conhecia suas águas melindrosas mas não conhecia o “outro mar” aquele de dias de tormenta, aquele de dias de vendaval e assim me encontrava la quase desfalecido de tentar, pois a muito já tinha notado a nuvem negra que se formava la ao longe sabia que o tempo iria virar estava apenas preparado, mas Deus quão mais fácil seria apenas me soltar, deixar a correnteza me levar e desembocar naquele oceano? Logo, seria maravilhoso, suas águas conhecidas e quentes, mas o tempo não iria esperar, assim continuava lá esperando um barquinho que quem sabe ao longe iria me notar e vir me resgatar, mas e se não vier? Acabo dentro dele levado pelo rio e em meio a suas águas turvas ainda sou capaz de me afogar, morrer em torpor achando no silencio daquele vazio que tinha conseguido me segurar...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Nem toda luz branca é do bem...

Nem todo liquido vermelho é sangue
Nem toda bandeira branca é paz
Nem todo abraço é bem vindo
Nem todo beijo é sinal de amor
Nem tudo que reluz é ouro
Nem toda luz indica uma saída
Nem toda porta precisa estar aberta
Nem todo caminho leva ao mesmo lugar

Cuidado com aquilo que você crê
Teus olhos podem te enganar
Cuidado com aquilo que você crê
Teus olhos podem te enganar

Mude sua atitude, mude seu querer
Fale a verdade, aprenda a viver
Mude sua atitude, mude seu querer
Fale a verdade, aprenda a viver

Cuidado com aquilo que você crê
Teus olhos podem te enganar
Cuidado com aquilo que você crê
Teus olhos podem te enganar
Te enganar, te enganar, te enganar.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Expectativas? não mais...

I've got another confession to make
I'm your fool
Everyone's got their chains to break
Holding you
Were you born to resist?
Or be abused?

Or are you gone and on to someone new?
I needed somewhere to hang my head
Without your noose
You gave me something that I didn't have
But had no use
I was too weak to give in
Too strong to lose
My heart is under arrest again
But I'll break loose
My head is giving me life or death
But I can't choose
I swear I'll never give in
I refuse

Has someone taken your faith?
It's real, the pain you feel
Your trust?
You must confess
Is someone getting the best, the best of you?

Has someone taken your faith?
It's real, the pain you feel
The life, the love you'd die to heal
The hope that starts the broken heart
Your trust?
You must confess

Is someone getting the best, the best, the best of you?

I've got a another confession, my friend
I'm no fool
I'm getting tired of starting again
Somewhere new
Were you born to resist or be abused?
I swear I'll never give in
I refuse

Has someone taken your faith?
It's real, the pain you feel
Your trust?
You must confess
Is someone getting the best, the best, the best of you?
Oh..

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

25/11/2009 - 23:11

Na nevoa lutando no vazio, seguindo a sombra negra do covarde que traiu a confiança dada.
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